sábado, 7 de junho de 2014

RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA ACOMUNICAÇÃO DE ALUNOS COM TEA/TGD




     


  Tecnologia assistiva  e comunicação alternativa 





            A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.
              A CA pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
                Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, o PECS.

Vejamos aqui alguns desses recursos de baixa tecnologia que auxiliam na aquisição da comunicação das crianças com TEA/TGD
                



PECS- Picture Exchange Communication System (Comunicação usando trocas de fotos)


           A comunicação é uma das muitas áreas afetadas pelo autismo e o PECS é um processo auxiliar no desenvolvimento da linguagem e propõe-se a implementar um "caminho" de comunicação entre o autista e o meio que o cerca. Algumas crianças autistas desenvolvem a chamada linguagem tradicional, entretanto, outras talvez nunca falem, mas poderão utilizar um instrumento preciso para se relacionarem ("falar") com o mundo e expressarem seus anseios e desejos. 
          O PECS é esse instrumento fundamental para assessorar e compreender a rotina do autista. Criado há mais de 12 anos pelo Delaware Autistic Program, esse método baseia-se no ABA (Applied Behavior Analysis) e ensina o autista a trocar uma foto por algo que deseja.

            A vantagem do PECS é a sua simplicidade e racionalidade em proporcionar uma resposta primária por parte do autista, ou seja, ele escolhe a foto (visual) do PECS que demonstra o que quer estabelecendo a comunicação com os outros e, em muitos casos, promovendo o desenvolvimento da fala. Vale ressaltar que a primeira "língua" da maioria dos autistas é a visual.


O PECS deve ser usado por pessoas com dificuldades na linguagem falada, como por exemplo pessoas com autismo (Pedrosa, 2006), e pretende desenvolver a independência e a espontaneidade da comunicação (Soares, 2006).

PECS PARTES DO CORPO

PECS SEQUÊNCIA PARA USO DO BANHEIRO

PECS ATIVIDADES DIÁRIAS




Características da simbologia PECS:
• Desenhos simples e claros, de fácil reconhecimento;

• Adequados para usuários de qualquer idade;

• Estão divididos em seis categorias de palavras: social, pessoas, verbos, descritivo, substantivos e miscelânea;

• Facilmente combináveis com outros sistemas de símbolos, figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados;

• Extremamente úteis numa grande variedade de atividades e lições.
• Disponíveis através dos softwares Boardmaker e Escrevendo com Símbolos.
           

              Como utilizar o PECS:

             O PECS começa ensinando o aluno a trocar uma figura por um item desejado com o “professor”, que imediatamente satisfaz seu pedido. O protocolo de treinamento é baseado no livro de B.F. Skinner, Verbal Behavior (Comportamento Verbal) em que comportamentos verbais funcionais são sistematicamente ensinados usando estratégias de estímulo e reforço que levarão a uma comunicação verbal independente. Dicas verbais não são utilizadas, o que contribui para um início imediato e evita a dependência de dicas. O ensino continua com a discriminação de símbolos e como colocá-los juntos numa frase simples. Nas Fases mais avançadas, os indivíduos são ensinados a comentar e responder perguntas diretas. 
              
              Faixa etária:

        Muitas crianças que estão na fase pré-escolar e utilizam o PECS começaram a desenvolver a fala o sistema também tem sido bem sucedido com adolescentes e adultos que têm um amplo comprometimento comunicativo, cognitivo e físico. 

                 Pranchas de comunicação 


                As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
              Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.



Prancha de comunicação com fotos símbolos ou figura 


Descrição de imagem:

  • Uma pasta do tipo arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes está sobre o colo de um usuário de CA. Cada página representa uma prancha de comunicação temática e na imagem visualiza-se a prancha com o tema "animais".


Prancha de comunicação alfabética

Descrição de imagem:

  • Sobre uma mesa está uma pasta de comunicação e nela, há uma prancha que contém as letras do alfabeto e os números. O usuário está apontando o dedo indicador na letra "X". 


              Cartões  de comunicação


         Trata-se uma maneira simples de mostrar os símbolos em um espaço compacto. os cartões são organizados em fichários, argolas ou em porta-cartões facilitando assim o manuseio.


cartões de comunicação



Descrição de imagem:
  • A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").
  

TECNOLOGIA ASSISTIVA

 "Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, torna as coisas possíveis".

Mary Pat Radabaugh 

domingo, 20 de abril de 2014


Esse é um dos filmes mais lindo e emocionante que já assisti.

Aqui vai o Link para quem desejar assistir ao filme completo;
http://vimeo.com/24175264

sábado, 19 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

                                    Ana Cláudia de Melo Lima

SURDOCEGUEIRA         
      

                 A surdocegueira é uma deficiência única em que a pessoa apresenta uma perda visual e auditiva. É considerado surdocego a pessoa que apresenta essas duas limitações independe do grau da perda de um ou outro sentido.
                A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é considerada como Deficiência Múltipla.
CONGENITA: é surdocego congênito aquele que nasce com esta deficiência.

CAUSAS DA SURDOCEGUEIRA CONGÊNITA:

ü  Origem pré-natal - *Rubéola Materna, Toxoplasmose, *Drogas teratogênicas (são as drogas capazes de causar malformação no feto quando tomadas durante a gravidez), Incompatibilidade sanguínea.
ü   Lesões neonatais - Prematuridade, Anóxia,

Origem genética - Síndrome de Usher (é uma doença genética que causa surdez e cegueira)*Síndrome Charge (é uma síndrome causada por defeitos genéticos).
*A síndrome CHARGE é a principal causa de surdocegueira congênita.
*Sendo a mais frequente entre essas a rubéola materna.

ADQUIRIDA: A pessoa nasce ouvinte e vidente, surda ou cega e por fatores diversos adquire a surdocegueira.

CAUSAS DA SURDOCEGUEIRA ADQUIRIDA

ü  Infecções: Meningite, Sarampo, Otites Graves, Sífilis,
ü  Acidentes, tumorações, etc.
TIPOS DE SURDOCEGUEIRA:

ü  Cegueira congênita e surdez adquirida
ü  Surdez congênita e cegueira adquirida
ü  Cegueira e surdez congênita
ü  Cegueira e surdez adquirida
ü  Baixa visão com surdez congênita ou adquirida                      



                                    Método Tadoma                                              
                   
           









DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA SENSORIAL    


                  É a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua autossuficiência. 


TIPOS DE DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA SENSORIAL

ü  Surdez com deficiência mental leve ou severa
ü  Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais.
ü  Surdez com deficiência física (leve ou severa)
ü  Baixa visão com deficiência mental leve ou severa
ü  Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta.
ü  Baixa visão com deficiência física (leve ou severa)
ü  Cegueira com deficiência física (leve ou severa)
ü  Cegueira com deficiência mental (leve ou severa)
ü  Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.

  

NECESSIDADES BÁSICAS DAS PESSOAS COM SURDOCEGUEIRA E COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA NO DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO.

                 É primordial o desenvolvimento do esquema corporal das pessoas com surdocegueira ou deficiência múltipla, para que ela possa se percebe r bem como perceber o meio que a cerca. Para isso se faz necessário buscar a verticalidade, o equilíbrio postural, articulação e harmonização dos seus movimentos e autonomia, e ainda aperfeiçoar a sua coordenação Visio motora e motora ampla e fina.
                 Quando as pessoas com surdocegueira ou deficiência múltipla não apresentam grandes dificuldades motoras, elas devem ser estimuladas a usarem as mãos para diminuírem as estereotipias e também favorecerem o uso de ambas, facilitando assim o desenvolvimento de uma estrutura de Comunicação. Entretanto deve-se levar em consideração o tempo de cada um, pois cada indivíduo tem seu próprio tempo no processo de aprendizagem.
                  Ainda eles podem se utilizarem dos resíduos visuais, do tato e olfato para estabelecerem um sistema de comunicação e na escola e no AEE o professor observa qual dos recursos é mais favorável para ser utilizado com o meio de comunicação para o seu aprendizado.
            
  



Referencias: 

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). 
http://www.vezdavoz.com.br/site/deficiencia_multipla.php


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sábado, 8 de março de 2014

A INCLUSÃO ESCOLAR DA PESSOA COM SURDEZ

                              



                                  É na escola que se tem o primeiro contato social fora do ambiente familiar, onde se aprende a relacionar com as pessoas e com as diferentes situações.
                                E é na escola também que muitas vezes ocorre um dos momentos mais difíceis quando se trata da inclusão das Pessoas com Surdez, pois a falta da comunicação oral assusta e muitas vezes criam barreiras que prejudicam o processo de educação das Pessoas com surdez, mas com sensibilidade e acima de tudo estrutura essa inclusão pode ocorrer de fato.
                                 A inclusão das Pessoas com Surdez deve ocorrer desde a educação infantil até o ensino superior, e para isso é necessário que se os recursos humanos necessários, recursos esses que podemos citar como os professores de AEE de Libras, em Libras em Língua Portuguesa Escrita   e os interpretes.
                                 Precisa-se ver a importância do Bilinguismo na educação das Pessoas com surdez, e acima de tudo reconhecer que a língua de sinais é a sua primeira língua.



                       O Decreto Nº. 5626/05 que no seu artigo 1º regulamentou a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002
                                                 
 Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.     
                 
                                      Nesse mesmo decreto lei ainda dá as orientações para a formação dos professores e interpretes e das escolas bilíngües no seu Art. 22, incisos I e II:

I – Escola e classes de educação bilíngue, abertas a alunos surdos e ouvintes, com professores bilíngues na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental;
II – Escolas bilíngues ou escolas comuns do ensino regular, abertas aos alunos surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou educação profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento cientes da singularidade lingüística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa.                                
                                       É o que vemos escritos na lei é muito claro e preciso, mas é pena que na nossa realidade isso não aconteça, pois o vemos na educação das pessoas com surdez é uma ação excludente no sistema educacional brasileiro, onde as escolas não estão preparadas para receber esse público, simplesmente por não ter profissionais preparados.                                                
                      

                                                  
                
   

Referências: 

DAMÁZIO, Mirlene F. M. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba: CROMOS, 2007.


BRASIL. 
O Decreto Nº. 5626/05 
 Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002


sábado, 23 de novembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO

"A descrição de imagens é a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito. "


NOTA TÉCNICA Nº 21 / 2012 / MEC / SECADI /DPEE





                Este recurso tecnológico possibilita conhecer cenários e ambientes, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus, exposições e outras formas artísticas, de forma a complementar o sentido da manifestação artístico-cultural, para o invisual.

                    Através da audiodescrição o deficiente visual poderá frequentar sessões de cinema, teatro e demais espetáculos, visitar museus, exposições e mostras da forma mais plena possível (sem que o restante público seja importunado, pois a audiodescrição é direcionada através de fones). 

                       A audiodescrição é, assim, a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido e permite inserir uma parcela da sociedade até então excluída deste tipo de ações diárias e importantes para o desenvolvimento cultural de qualquer cidadão.




                          



                          Como recurso pedagógico a audiodescrição pode ser feita pelo próprio professor durante a aula, descrevendo a sala de aula, as ilustrações em livros didáticos e paradidáticos, mapas e eventos que aconteçam na sala de aula, na escola ou em passeios, tais como: apresentações de peças, exposições e visitas culturais, feiras de conhecimentos, entre outros. Para isso não se faz necessário de equipamentos específicos ou treinamento prévio, mas perceber a importância de verbalizar aquilo que é visto, favorecendo dessa forma a inclusão dos alunos com cegueira e baixa visão.
                    A audiodescrição na escola permite a nivelação das oportunidades, eliminando barreiras e tornando acessível o mundo das imagens.







Curta Cinema - Vida Maria (Audiodescrito)